A Associação "Trilhos d'Esplendor" com sede na Praia de Quiaios, Figueira da Foz, pretende fazer em caminhadas guiadas uma descrição fotográfica da Flora da Serra da Boa Viagem e das Dunas de Mira, Gândara e Gafanhas. Também mostramos o uso fito-terapêutico desta Flora cujo valor na medicina tradicional é bem conhecido na população local. São todos convidados para descobrir a beleza florística desta terra. Visitem uma das regiões mais importantes de biodiversidade de Portugal!

Download of PDFs (2 Volumes - Eds. 2014):

"Polunin - Flowers of South-West Europe - revisited" (Vol. I - Introdução - 371 pp.) (->Download)

"Polunin - Flowers of South-West Europe - revisited" (Vol. II - Portugal - 1559 pp.) (-> Download)

(contains Web links to Flora-On for observed plant species, Web links to high resolution Google satellite-maps (JPG) of plant-hunting regions from the Iberian peninsula; illustrated text in Portuguese language)


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domingo, 9 de dezembro de 2012

Flowers of South-West Europe revisited - 2.1.1 - Algarve

“Flowers of South-West Europe - a field guide” - de Oleg Polunin e B.E. Smythies

“Revisitas” de regiões  esquecidas no tempo - “Plant Hunting Regions” - a partir de uma obra de grande valor para o especialista e amador de botânica como da Natureza em geral.

Por

Horst Engels, Cecilia Sousa, Luísa Diniz, Nicole Engels, José Saraiva; Victor Rito

da

Associação “Trilhos d’Esplendor”

                

2.1.   Algarve

2.1.1   The coastal zone (Litoral)

2.1.1.1   Barlavento (Ocidental)

                2.1.1.1.1   Costa Vicentina

2.1.1.2   Centro

2.1.1.3   Sotavento (Oriental)

2.1.2   The limestone zone (Barrocal)

2.1.3   The Serras

2.1.3.1   Monchique

2.1.3.2   Malhão

2.1.3.3   Caldeirão

2.1.1 Zona costeira (Litoral)

IV PROVÍNCIA GADITANO-ONUBO-ALGARVIENSE

4C SECTOR ALGARVIENSE

4C1 SUPERDISTRITO COSTEIRO VICENTINO

4C2 SUPERDISTRITO PROMONTÓRIO VICENTINO

4C3 SUPERDISTRTO ALGÁRVICO

A costa litoral do Algarve integra-se ( Costa et. al 1998 )  biogeograficamente no Sector Algarviense  da Província Gaditano-Onubo-Algarviense  de Portugal. É por isso que incluimos na descrição da costa litoral do Algarve também uma brêve descrição do Promontório Vicentino  e da Costa Vicentina com o Parque Natural da Costa Vicentina [1] [2] .  

Polunin & Smythies  escrevem (p. 42):

The coastal zone There is a marked difference between the sotavento  or leeward coast east of Faro, with sand dunes and salt lagoons, and the barlavento  to the west, a more humid area of mainly rocky coast exposed to the Atlantic winds. Around Monte Gordo in the sotavento there are extensive woods of Stone pine with an undergrowth of the graceful slender white-flowered broom, * Lygos monosperma , a wonderful sight when in full bloom in February with a carpet of * Narcissus bulbocodium  beneath. Salt marsh vegetation can be studied along much of this coast, especially around Santa Luzia, where the robust deep yellow-flowered parasite * Cistanche phelypaea  is the most spectacular. Between the sotavento and the barlavento there are more extensive pine woods on Pliocene sands, extending from Faro towards Albufeira. The undergrowth here is colourful when in full bloom between February and April. White-flowering shrubs include * Cistus ladanifer , * C. libanotis , * C. salvifolius ; the many yellow-flowered species include * Halimium commutatum , Spartium junceum , * Genista hirsuta  and G. triacanthos , * Stauracanthus boivinii , * Anagyris foetida  and Tuberaria major †, endemic to south Portugal, * T . guttata , a nd T. bupleurifolia . Shades of blue and purple are contributed by * Cistus crispus , * Erica umbellata . * Anchusa calcarea , * Anagallis monelli,  and * Lavandula stoechas  subsp. lusitanica ; Calluna vulgaris is also abundant but flowers at the end of the year. The Tertiary and Quaternary deposits behind the sandy soils of the littoral are intensely cultivated in small plots and most of the native vegetation has long since disappeared. Driving through this area along the Vila Real-Faro road one gets the impression that every possible nook is lovingly and tidily cultivated.

Existe uma diferença grande entre o ‘ sotavento ’ ( leeward ) por este de Faro com dunas de areia e lagoas e o ‘ barlavento ’ ( windward ) do oeste do Algarve, - uma área mais húmida de uma costa predominantemente rochosa exposta aos ventos atlánticos.

À volta de Monte Gordo na zona do sotavento existem extensas florestas de pinheiros mansos ( Pinus pinea ) com sub-bosques de graciosas giestas brancas de Lygos monosperma , uma vista maravilhosa quando em plena floração em Fevereiro com tapetes de Narcissus bulbocodium e de outros geofitos.

Lygos monosperma [3]

Lygos monosperma [4]

Vegetação halofítica de pântanos (salt marshes) pode ser estudada ao longo de grande parte desta costa, em particular perto de Santa Luzia (Ria Formosa), onde uma planta robusta parasítica de flores intensamente amarelas, Cistanche phelypea , é do mais espectacular o que se encontra.

Cistanche phelypea [5]

Entre sotavento e barlavento, no centro da costa algarvia, entre Faro e Albufeira, extendem-se  em terrenos arenosos do Pliocénico pinhais com pinheiros mansos ( Pinus pinea ) - já descrito  por Willkomm em 1896 [6]   pela riqueza florística dos sub-bosques (veja também parte 2.1  deste trabalho). Entre Fevereiro e Abril quando em plena floração, estes sub-bosques são especialmente coloridos. Arbustos com flores brancos incluem Cistus ladanifer , Cistus libanotis , Cistus salvifolius ; as muitas espécies com flores amarelos Halimium commutatum , Spartium junceum , Genista hirsuta  e Genista triacanthos , Stauracanthus boivinii , Anagyris foetida  e Tuberaria major   ( =   Tuberaria globulariifolia   var.   major )

Tuberaria major [7]

Tuberaria guttata  e Tuberaria bupleurifolia .

Braz, L. [8]  escreve sobre Tuberaria major , espécie endémica do Sul de Portugal:

Apesar de ter sido identificada pela primeira vez em finais do século XIX, por J.P. Perez e A. Moller, nos arredores de Faro, esta espécie da família das Cistáceas apenas viria a ser reconhecida como tal na década de 1990, primeiro como uma subespécie - Xolantha globulariifolia  subsp. major , e só mais tarde como uma espécie por direito próprio - a Tuberaria major  (Alcar-do-Algarve).

Endémica do território português, onde ocorre exclusivamente no Algarve, esta espécie está classificada como “Em Perigo Crítico”, em grande medida devido à sua distribuição geográfica muito reduzida, a qual se limita à faixa litoral do centro do Algarve, entre os concelhos de Albufeira e Olhão, e à zona de Algoz - no barrocal. A sua população encontra-se actualmente muito fragmentada, ocorrendo exclusivamente em solos areníticos ou cascalhentos ácidos, sobretudo em clareiras de matos xerófilos.

Para tons de azul e roxo contribuem Cistus crispus , Erica umbellata , Anchusa calcarea , Anagallis monelli  e Lavandula stoechas  ssp. lusitanica ; Calluna vulgaris  também é abundante, mas está por fim do ano em floração.

Anagallis monelli

Anchusa calcarea

Cistus crispus

Os depósitos do Tertiário e Quaternário à seguir aos solos arenosos do litoral são intensamente cultivados em pequenas áreas e a maioria da vegeteção nativa desapereceu há muito tempo. Polunin & Smythies descrevem: quando se passa por esta região na estrada de Vila Real para Faro ganha-se a impressão que cada recanto possivel é cultivada com amor e carinho.

No entanto, isto foi há 30 ou 40 anos; e ainda conheci o Algarve assim quando o visitei pela primeira vez em 1970. Entretanto muito moudou e muitas das pequenas casas típicas do Algarve foram substituidas por casas de férias com piscinas e outros requintes. Uma foto de um quadro pintado que encontrei na Net reflete ainda bem esta imagem antiga do Algarve:

Algarve (from Polunin & Smythies 1987)

Algarve (from Polunin & Smythies 1987)

Veja à seguir: 2.1.1.1 Barlavento (Windward)

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