A Associação "Trilhos d'Esplendor" com sede na Praia de Quiaios, Figueira da Foz, pretende fazer em caminhadas guiadas uma descrição fotográfica da Flora da Serra da Boa Viagem e das Dunas de Mira, Gândara e Gafanhas. Também mostramos o uso fito-terapêutico desta Flora cujo valor na medicina tradicional é bem conhecido na população local. São todos convidados para descobrir a beleza florística desta terra. Visitem uma das regiões mais importantes de biodiversidade de Portugal!

Download of PDFs (2 Volumes - Eds. 2014):

"Polunin - Flowers of South-West Europe - revisited" (Vol. I - Introdução - 371 pp.) (->Download)

"Polunin - Flowers of South-West Europe - revisited" (Vol. II - Portugal - 1559 pp.) (-> Download)

(contains Web links to Flora-On for observed plant species, Web links to high resolution Google satellite-maps (JPG) of plant-hunting regions from the Iberian peninsula; illustrated text in Portuguese language)


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Polunin - Flowers of South-West Europe - revisited - última compilação

Polunin - Flowers of South-West Europe - revisited (Volume I - Portugal) Download PDFs (>300MB)

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Flowers of South-West Europe revisited (I.2.4a3.5 - A Península Ibérica)

“Flowers of South-West Europe - a field guide” - de Oleg Polunin e B.E. Smythies

“Revisitas” de regiões  esquecidas no tempo - “Plant Hunting Regions” - a partir de uma obra de grande valor para o especialista e amador de botânica como da Natureza em geral.

Por

Horst Engels, Cecilia Sousa, Luísa Diniz, Nicole Engels, José Saraiva

da

Associação “Trilhos d’Esplendor”

I .2   Relevo, Geologia, Clima e Vegetação da Península Ibérica

1.2 Relevo, Geologia, Clima e Vegetação da Península Ibérica

1.2.4a Vegetação -   5. Charnecas e prados .

Comunidades de plantas mediterrânicas perenes

1.   Florestas das planícies e das colinas .  Florestas de carvalhos perenes e de pinheiros.

2.   Comunidades de matos.  Matorral e pseudo-estepes.

3.   Florestas sub-montanas .  Florestas semi-caducifólias e caducifólias.

Comunidades Central Europeus e Atlânticos de plantas caducifólias

4.   Florestas caducifólias .  Florestas de Quercus  e de Castanea.

5.   Charnecas e prados.

Comunidades de plantas montanas,  sub-alpinas e alpinas

6.   Florestas montanas.  Florestas de Faja , Pinus e Abies.

7.   Comunidades sub-alpinas.  Prados, pastos e arbustivos..

8.   Comunidades alpinas.

Comunidades marítimas e halófilos

9.   Dunas, areias e pântanos.

10.   Estepes

Comunidades de água doce e zonas húmidas

5. Charnecas e prados.

Polunin & Smythies  escrevem (p.31-32):

5. Heathlands and grasslands

More complete forest clearance may result in characteristic western heathland with Erica , Calluna , Daboecia , Ulex , Genista  and Cytisus  species becoming abundant and dominant. The heaths are directly comparable to the western heathlands of north-western France and Great Britain, though the latter are, in general, not so rich in species.

There are many variants of these heathland communities. Arbutus unedo  may be dominant; another is dominated by Quercus pyrenaica  and Genista florida . In the extreme west there are also all graduations between the Holm oak communities of southern Portugal and the heathlands of north-west Portugal and Spain. Thus in Galicia, Cistus  and Lavandula  heaths with Erica umbellata  and Genista triacanthos  become more abundant in drier areas.

Meadowlands are, nearly always, men-made by clearing and firing, and maintained by mowing or by grazing. Montane meadows are often very rich in herbaceous species and so also are the verges where they border on woodlands or heathlands; this is where many of the ' hedgerow ' species can be found .

Most of south-western France, the French Pyrenean foothills, and the region north of the Mediterranean zone, is situated in this deciduous forest zone, but on the dry acid soils of Les Landes. the Maritime pine, Pinus pinaster , has long been planted and is widely naturalized. In Cantabria, Galicia, and west Portugal, Eucalyptus  species and Pinus radiata  are sometimes widely planted forest trees. The extensive Sweet Chestnut forests of Cantabria and south-western France were also originally planted by man, but are now naturalized.

A derruba de ainda mais florestas pode conduzir ao desenvolvimento de charnecas ocidentais típicas onde Erica , Calluna , Daboecia , Ulex , Genista  e Cytisus  se tornam abundantes e dominantes.

A seguir algumas impressões fotográficas das cores variadas que as charnecas ou urzais  oferecem ao visitante em algumas alturas do ano:

Urzal perto dos “frigoríficos” [1]  - Sto. António da Neve, Serra da Lousã, Portugal

Carceja ( Genista tridentata )  e urze vermelha ( Erica australis ) na  Serra da Lousã, Portugal

Carceja ( Genista tridentata ), urze vermelha ( Erica australis ) e urze ( Calluna vulgaris ) , Serra da Lousã, Portugal

Urze vermelha ( Erica australis  (à direita) e Calluna vulgaris  (à esquerda)  na Serra da Lousã, Portugal

Erica australis , Serra da Lousã, Portugal

Polygala microphylla , Genista tridentata  e Calluna vulgaris  na Serra da Lousã, Portugal

Polygala microphylla  e Lithospermum ?diffusum  na Serra da Lousã, Portugal

Flor de Polygala microphylla

Existem muitas variantes destas comunidades de urzais ou charnecas. Arbutus unedo  pode ser dominante numa; noutra pode ser Quercus pyrenaica  e Genista florida . No extremo oeste da península existem também todas as graduações entre as comunidades de Quercus ilex  do sul de Portugal e das charnecas do norte-oeste de Portugal e da Espanha. Assim também, na Galiza, Cistus   e Lavandula  torna-se mais abundante em áreas mais áridas e secas.

Pastos e pradarias são, quase sempre, resultados de queimas e cortes humanos e mantêm-se por pastoreio ou ceifas. Prados montanos são frequentemente bastante ricos em espécies herbáceos, e formam também as beiras entre florestas e charnecas. É aqui onde muitas das espécies de ‘hedgerows’ são encontradas.

Veja à seguir: 1.2.4a.3.4 Vegetação - Florestas montanas.  

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[1]   Santo António da Neve

...No antigo Cabeço do Pereiro, freguesia do Coentral, concelho de Castanheira de Pera, ergue-se uma capela em honra de Santo António. Como foi mandada construir por Julião Pereira de Castro, neveiro-mor da casa Real, passou o local a designar-se por Santo António da Neve. Antigamente, à medida que a neve ia caindo, era recolhida e despejada para dentro dos Neveiros, onde se transformava em gelo. Já com o poço cheio, a neve era coberta com palha e fetos, de modo a conservá-la até ao Verão. Os poços estavam virados para Nascente para que o sol não derretesse a neve. Quando chegava o tempo quente, o gelo era cortado e seguia em grandes blocos para as cortes reais de Lisboa, para que os nossos reis e sua corte pudessem saborear gelados em pleno Verão. O transporte era feito, numa primeira etapa, em ronceiros carros de bois até Constância e, a partir daí, em barcos até Lisboa, onde era entregue no Café Martinho da Arcada. A Rede das Aldeias do Xisto já recriou esta tradição, tal como era feita em tempos antigos...

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