A Associação "Trilhos d'Esplendor" com sede na Praia de Quiaios, Figueira da Foz, pretende fazer em caminhadas guiadas uma descrição fotográfica da Flora da Serra da Boa Viagem e das Dunas de Mira, Gândara e Gafanhas. Também mostramos o uso fito-terapêutico desta Flora cujo valor na medicina tradicional é bem conhecido na população local. São todos convidados para descobrir a beleza florística desta terra. Visitem uma das regiões mais importantes de biodiversidade de Portugal!

Download of PDFs (2 Volumes - Eds. 2014):

"Polunin - Flowers of South-West Europe - revisited" (Vol. I - Introdução - 371 pp.) (->Download)

"Polunin - Flowers of South-West Europe - revisited" (Vol. II - Portugal - 1559 pp.) (-> Download)

(contains Web links to Flora-On for observed plant species, Web links to high resolution Google satellite-maps (JPG) of plant-hunting regions from the Iberian peninsula; illustrated text in Portuguese language)


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domingo, 15 de setembro de 2013

2.13.2c2 - Charnecas e Matos - Serra da Estrela




“Flowers of South-West Europe - a field guide” - de Oleg Polunin e B.E. Smythies


“Revisitas” de regiões  esquecidas no tempo - “Plant Hunting Regions” - a partir de uma obra de grande valor para o especialista e amador de botânica como da Natureza em geral.


Por
Horst Engels, Cecilia Sousa, Luísa Diniz, Nicole Engels, José Saraiva, Victor Rito
da
Associação “Trilhos d’Esplendor”


2.13 The Northern Serras of Portugal


2.13 As Serras do Norte de Portugal
2.13.2 Serra da Estrela
      1. Geografia, Clima, Geologia, Geomorfologia e Solos
      2. Bioclima, Biogeografia, Vegetação actual e potential
      3. Zona de Baixa Altitude (meso-temperada e meso-medetirrânica)
      1. Zona de Média Altitude (supra temperada e supra-mediterrânica)
      2. Zona de Alta Altitude (oro-temperada)
    1. Os Habitats da Serra da Estrela
      1. Florestas
      2. Charnecas e Matos
      3. Formações herbáceas
      4. Ambientes aquáticos
      5. Ambientes rochosos
      6. Turfeiras altas
      7. Habitats rurais
    2. “Cultural Landscapes of Europe” - Serra da Estrela, uma paisagem tradicional
      1. Mudança climática e sucessão vegetational no Holocénico
      2. Acção antropogénica e degradação florestal no Holocénico
      3. Um modelo para a gestão da Serra da Estrela
    3. A Fauna da Serra da Estrela
      1. Observação de Aves na Serra da Estrela
      1. O Sítio Estrela
      2. Lista dos Habitats
      3. Introdução à Bioclimática
      4. Introdução à Biogeografia
      5. Introdução à Fitossociologia
Folha de Cálculo: Flora da Serra da Estrela
(Lista de plantas vasculares e não-vasculares)
Bases de Dados:
Mapas das Serras do Norte de Portugal:

2.13.2 Serra da Estrela



Charnecas e Matos


Charneca - é o nome comum português da Calluna vulgaris, vegetação xerófila de Portugal, análoga ao maquis (com preferência em solos ácidos) e garrigue (com preferência em solos calcários) do Mediterrâneo francês e ao heath das ilhas britânicas. Extensivamente dá-se o nome de charneca ao habitat onde essa planta pode ser encontrada, terreno árido e pedregoso.


Matagal - é o termo genérico que se dá à formação vegetal composta majoritariamente de arbustos (ou mato), com algumas árvores esparsas. Possui uma vegetação mais "fechada" que a da savana, o que dificulta a circulação de animais maiores.
Diferencia-se da floresta por não possuir árvores em número suficiente para que as copas destas se fechem, o que impediria o crescimento dos arbustos por insuficiência de luz solar.
Matagal é raro na Serra da Estrela.


Mato - designa em Portugal um tipo de vegetação com arbustos, vegetação rasteira, normalmente sem árvores. A composição florística, estrutura e desenvolvimento do mato dependem sobretudo de altitude, posição topográfica, idade e uso da terra.
Os solos na Serra da Estrela são xistosos e relativamente ácidos. Estes solos favorecem a presença de espécies de arbustos provenientes na maioria das seguintes famílias e géneros:


Fabaceae (Leguminosae):Adenocarpus, Cytisus, Echinospartum, Genista, Pterospartum, Ulex
Ericaceae: Arbutus, Calluna, Erica, Vaccinium
Cistaceae: Cistus, Halimium, Helianthemum


A estrutura dos matos varie entre aberto e muito baixo e denso e com altura do homem, raras vezes com o dobro deste tamanho. Matos mais altos possuem carácter pre-florestal (“matagal”, “brenha”, “máquis alto”), mas são raros na Serra da Estrela. Os matos ganharam larga extensão com o desaparecimento das florestas em resultado de cortes, queimas e actividades pastoris. Na ausência do homem estes matos iam transformar-se novamente em direção de florestas, possivelmente num climax de floresta.
Uma excepção a esta regra encontra-se nos planaltos da serra, onde devidoâo clima adverso, ventos, geadas e grandes coberturas de neve no inverno, uma floresta já não se desenvolve. A permanência e evolução dos matos depende largamente do seu uso pelo homem. Como o sistema tradicional da agro-silvicultura está em vias de colapso, não apenas na Serra da Estrela, o futuro destes habitats e ecossistemas dos matos está incerto.


...The structure of matos varies from open and very low to dense and man-sized, rarely to twice that height. Higher scrub or thickets ( "matagal", "brenha", "high maquis") have a pre forestal character ... The matos gained large extensions after the forests disappeared as a result of cutting, burning and grazing. In the absence of man and his livestock these areas would gradually develop towards woodland again. eventually leading to the climax forest. The exception to this rule is found at sites unsuitable for forests like the highest parts of the Estrela. where strong winds, heavy cold and a thick snow cover in winter prevent the growth of trees. The maintenance of the matos is largely depending on their use. Since the traditional agro-pastoral system is about to collapse the future of the mains is at stake .... Finally it is stressed that matos often host an interesting bryophyte and lichen flora.... (From Jan Jansen (2002).

Urzal (plural: urzais) (engl. heathlands)




Mato de urze (Calluna vulgaris) e urgeira (Erica australis) (ericáceas - cor roxa) nas margens da Nave de Santo António. Formações herbáceas com Nardus stricta (cervunal - cor castanha).


A Nave de Santo António corresponde a uma das áreas com mais cervunal na Serra (Galio-Nardetum, Malato-Beliz 1955) sendo as zonas menos pastoreadas bordejadas por matos de Calluna. Na realidade, o pastoreio estimula o cervum. Os pequenos riachos que correm no chão da Nave albergam fragmentos de Fontinali-Ranunculetum lusitanici. A área da Nave, especialmente as depressões estão cobertas por cervunal que serve de pastigo durante o final da primavera até finais do outono. Os flancos Norte, Este e Oeste as vertentes são rodeadas e cobertas por matos de Calluna e/ou urgeirais Erica australis (Junipero-Ericetum Malato-Beliz 1955). Estas espécies são segundo PINTO DA SILVA & TELES (1999) elementos destrutores deste agrupamento. Como exemplo desta sequência podemos referir alguns levantamentos efectuados quando se sobe no sentido do Poio do Judeu ou do Espinhaço do Cão. Nesta zona existe Narcissus asturiensis espécie prioritaria do Anexo II da Directiva do Conselho da Europa 92/43/EEC . Este mato de torga (Calluna) (Potentillo-Callunetum) é substituido por urgeirais com zimbrais de Erica australis (Junipero-Ericetum). Nas falhas e clareiras destas últimas comunidades podem ocorrer alguns biotopos fragmentados de prados (Koelerio-Colynephoretea). 







).
Mato de urze (Calluna vulgaris) e urgeira (Erica australis) (ericáceas - cor roxa) nas margens e fundo da Nave de Santo António. Formações herbáceas com Nardus stricta (cervunal - cor castanha).

Urzais - Formações com pequenos arbustos que pertencem na maioria à família das ericáceas (Ericaceae) e/ou leguminósas (Fabaceae). Urzais encontram-se em áreas com alta pluviosidade e em solos arenosos ou saibrosos. Podem encontrar-se urzais em toda Europa, mas os urzais têm o seu optimo nas costas da Europa Ocidental, entre Portugal e Noruega, sobre domínio das florestas atlãnticas de carvalho (Quercus) e das bétulas (Betula). A diversidade mais alta de urzais encontra-se no quadrante norte-oeste da Península Ibérica.


...Heathland (Portuguese urzal: plural: urzais) is a formation of dwarf shrubs commonly belonging to the Heath family (Ericaceae). Heathlands are usually found in areas with high precipitation on acidic sandy or gravelly soils. They may be found throughout Europe, but they reach optimal extension along the West-European coasts stretching from Portugal up to Norway, mainly in the domain of Atlantic deciduous oak and beech forests. The highest diversity of heathlands is reached in the northwestem quadrant of the Iberian Peninsula…(From Jan Jansen (2002).


Caracterização e delimitação tipológica, distribuição da formação, estrutura e fisiognomia


As urzes aparecem frequentemente em companhia de gramíneas, musgos e líquenes. Ocorrem geralmente em substratos oligotróficos e ácidos e em solos de drenagem livre. Árvores e arbustos grandes faltam ou ocorrem apenas em exemplares de anão. Em muitas regiões os urzais desenvolvem-se como comunidades secondárias em consequência de uso specífico das terras (pastoreio, queima e - no Norte da Europa por corte de turfa), mas sobretudo por pastagens de ovelhas. No entanto, devido à intensificação da agricultura, estes matos estão a diminuir e desaparecer rapidamente. Vegetação climax de urzais ocorre apenas em zonas costeiras e nos cumes da montanhas, onde os factores climatéricos e edáficos como ventos fortes, temperaturas baixas, escassez de água e solos rochosos pouco profundos, ou uma combinação destes factores, não permite o crescimento das árvores e o desenvolvimento das florestas. Urzais climax estendem-se desde do Sul da Islândia e do Norte da Noruega ao longo da costa norte-oeste ibérica até ao Norte de Portugal ( cerca de 42º Latitude Norte). No entanto, os urzais climax estão restringidos às franjas costeiras atlânticas da Europa, chegando apenas até ao sul-oeste da Suécia (cerca 12º longitudinal este). Urzais secondários (antropogénicos) ocorrem também mais para o interior e evidência de comunidades dominadas por Calluna e Ulex encontram-se até ao norte-oeste da Turquia.


Os urzais têm folhagem sempre-verde e possuem uma mycorrhiza. Estes são vantagens em relação à outras plantas vasculares que não conseguem viver nas condições adversas onde urzes conseguem sobrevivem.  Também a sua fisiognomia frequentemente baixa, quase almofadada, ajuda sobreviver em biótopos com climas adversos. Apenas algumas espécies atingem tamanhos de arbustos altos ou árvore, como Erica arborea.


Posição fitossociológica (sintaxa)


A classificação dos urzais é difícil. GÉHU (1975) and RIVAS-MARTÍNEZ (1979) fizeram revisões e sumarizam os sistemas diferentes existentes.






Brezales de distribución mediterráneo-iberoatlántica
meridional y tingitana, existentes en las provincias corológicas Tingitana
y Gaditano-Onubo-Algarviense. (From: Rivas-Martínez (1979))



(From: Rivas-Martínez (1979)



Tojal (plural: tojais) (engl. gorse)


Tojais - são matos ricos em tojos (Ulex spec.). A classsificação dos tojos também é difícil.
Na Serra da Estrela são as seguintes espécies que se encontram associadas preferencialmente com os urzais e/ou tojais (Jan Jansen, 2002):





Esteval (plural: estevais) (rockrose)


Os estevais ("jarales") cobrem actualmente extensas zonas do centro e sul de Portugal especialmente no interior mais seco e quente. Apesar da sua aparente uniformidade apresentam, quando observados de menor distância, diferenças suficientemente grandes especialmente quando comparados entre si.


Os matos ("matorrales") de Portugal (estevais, urgeirais, tojais, ...) foram objecto de um estudo aprofundado feito por BRAUN-BLANQUET, P. SILVA & ROZEIRA (1964) que os dividiram em vários grupos conforme a natureza do solo e a vegetação climácica. Os estevais ou xarais ("jarales") são matos geralmente baixos (altura geralmente inferior a 1,2 m.) vivendo normalmente em solos degradados ou pouco evoluídos. São constituídos por espécies arbustivas exigentes em luz e xerofíticas. Pertencem normalmente à classe Cisto-Lavanduletea Br.-Bl. 1940 mas quando aumenta a precipitação dá-se a transição para outro tipo de matos ('urgeirais") pertencentes à classe Calluno-Ulicetea Br.-Bl. & R.Tx. 1943. Os estevais tendem a evoluir positivamente devido à menor pressão que sobre eles é exercida actualmente pelo homem. E por isso que na região interior do sul e centro de Portugal é cada vez mais visível o aparecimento de azinheiras - Quercus rotundifolia Lam.- nas zonas não sujeitas a florestação do tipo industrial (com espécies aí introduzidas tais como Pinus pinaster Aiton. Pinus pinea L. e Eucalyptus globulus LabiIl.).

In heathlands with strong Mediterranean influence Cistus and other species (often rich in ethereal oils, such as lavender and thyme) become more important constituents of the shrub layer. In Portugal formations predominated by Cistus spp. are called estevais, named after Esteva (Cistus ladanifer). Species with preference for marked Mediterranean conditions are:





Giestas (engl. broom)




Nos campos de giestas (broom fields) dominam as espécies das leguminósas (Fabaceae) que possuem normalmente pequenos nódulos nas raízes com bactérias fixadoras de azoto atmosférico, sendo este processo de extrema importância para a agricultura e florestas, uma vez que conduz à independência de fertilizantes azotados. Giestas crescem e desenvolvem-se bem em solos profundos e bem drenadas e fornecem frequentemente as primeiras camadas de humus.


Broom fields are predominated by shrub species of the Pea family (Leguminosae) that usually have root nodules, containing bacteria that may fix atmospheric nitrogen. Broom fields generally develop best on well drained deep soils, often supplying the top layer with a mild humus (mull type). Broom species are important constituents of natural mantle formations of woodlands. However, nowadays they form extended semi-natural broom fields being amongst the first stages in the substitution of several oligo- and mesotrophic climatic forests. In Europe broom formations are best developed and reach their highest diversity in the western and central part of the Iberian Peninsula. …


Species in the Estrela with preference for broom fields are :





Mato “almofadado” (coxim - convexo) -  hedgehog-heaths (cushion-heaths)




Mato de “hedgehog” é dominado por espécies espinhosas, muito ramificadas, frequentemente com habito de “almofada” (por isso chamado em inglês “cushion-heath”) que se assemelham aos ouriços cacheiros. Estas espécies ocorrem em regiões áridas, como África do Norte e Asia Menor. As formações da Península Ibérica podem ser consideradas como postos avançados. Estes arbustos toleram condições climatéricas extremas. Redução no tamanho das folhas e aumento em material lenhoso, frequentemente associado com espinhas, são adaptações que ajudam sobreviver, enquanto o período de floração é curto, mas muito intenso. Na Serra da Estrela ocorrem dois tipos de mato de “hedgehog”, um na zona de média altitude, e outro na zona planalto da serra. Espécies características são Echinospartum ibericum subsp. ibericum, Echinospartum ibericum subsp. pulviniformis, e Teucrium salviastrum.

Hedgehog scrub is dominated by spiny, often cushion-like shrub species that resemble hedgehogs. In general these rounded. intricately branched shrub species occur in arid regions, such as the Middle-East or North-Africa. The formations in the Iberian Peninsula may be seen as outposts. The shrubs are usually able to tolerate extremely severe weather conditions. Reduction in leaf-size, and the general development of woodiness, often associated with spines, are adaptations that help them to survive, while a short flowering period, very intense when it comes, is characteristic. In the Serra da Estrela two types of hedgehog scrub occur, one in the middle belt. the other in the upper belt. Characteristic species are Echinospartum ibericum subsp. ibericum, Echinospartum ibericum subsp. pulviniformis, and Teucrium salviastrum.




“Mato de zimbro” - dwarf juniper




This type of scrub is dominated by Dwarf juniper. Comparable formations often occur over the timberline in the mountains of the Iberian Peninsula, and the Alps; in Boreal and Polar regions they occur also at lower altitudes. The Juniper is well known for its bluish-black berries often used to flavour gin or for instance Sauerkraut (choucroute). Moreover the Juniper is also used in various medicinal applications (e.g. kidney disease , menstrual disorder). The needles of the Dwarf juniper give a litter that is ponderously decomposed. mostly giving a moder or raw type of humus. Dwarf juniper scrub in the Serra da Estrela is presented as one type, although it may appear in various assemblages.



Anexos



1 Tabelas fitossociológicas


Uma tabela sinóptica da vegetação das Classes Pino-Juniperetea e Calluno-Uliceretea da Serra da Estrela encontra-se em Jan Jansen (2011):  Managing Natura 2000 in a changing world: - Radboud Universiteit - Anexos - Chapter 4 (Tabela 1) (Synoptische Tabelle der Heide- und Zwerg-Wacholdervegetation in den höheren Stufen der Serra da Estrela). (Destacado em amarelo: Lichens e Musgos - alteração da tabela original).


Chapter 4, Table 1 Synoptische Tabelle der Heide- und Zwerg-Wacholdervegetation in den höheren Stufen der Serra da Estrela








Uma tabela sinóptica da vegetação do Potentillo herminii-Callunetum Rivas-Martínez 1981 da Classe Calluno-Ulicetea Br.-Bl. & Tüxen ex Klika & Hadač 1944 da Serra da Estrela encontra-se em Jan Jansen (2011): Anexos - Chapter 4 (Tabela 2) (Synoptische Tabelle der Heide- und Zwerg-Wacholdervegetation in den höheren Stufen der Serra da Estrela). (Destacado em amarelo: Lichens e Musgos - alteração da tabela original).



Chapter 4, Table 2 Potentillo herminii-Callunetum Rivas-Martínez 1981




2 - Associações fitossociológicas



Comunidades de plantas em charnecas e matos da Serra da Estrela


(As associações fitossociológicas presentes em charnecas e matos da Serra da Estrela foram identificadas por: Jan Jansen (2002):Geobotanical guide of the Serra da Estrela. Instituto da Conservação da Natureza. Ministério das Cidades, Ordenamento do Território e Ambiente, Lisboa.
As descrições das classes fitossociógicas são as descrições das respectivas classes fitossóciológicas em: Rivas-Martínez et. al. (2002): Vascular Plant Communities of Spain and Portugal. Addenda to the Syntaxonomical Checklist of 2001. ITINERA GEOBOTANICA. Vol. 15(1).)



VIII. HEATHLAND, DWARF SCRUB AND SCRUB VEGETATION
VIIIa. HEATHLAND AND DWARF SCRUB VEGETATION
*


Classe CALLUNO-ULICETEA Br.-Bl. & Tüxen ex Klika & Hadač 1944
Heathland and moorland (“brezales”, “tojares”, “brezal-jarales”) dwarf scrub seral communities by firing, grazing or wood-cutting, of acidophilous deciduous or sclerophyllous natural potential meso-macroforests, spread in Atlantic Subatlantic Cévennean-Pyrenean and Western Mediterranean poor soils, in thermo to supratemperate and thermo to supramediterranean subhumid to hyperhumid oceanic and hyperoceanic bioclimates on eroded dystric cambisols or ferric podzols with very acid raw humus and occasionally gleyic or stagnic properties (Ulicetalia minoris) [Subatlantic Eastern Pyrenean and Auvergnean supratemperate (Genisto-Vaccinion), Central and West Iberian Peninsula subhumid to hyperhumid temperate and mediterranean (Ericion umbellatae: Ericenion aragonensis  supratemperate and submediterranean Carpetan-Leonese, Oroiberian and Toledan Mountains, Ericenion umbellatae  thermo-mesomediterranean and submediterranean subhumid to hyperhumid euoceanic and semi-hyperoceanic Sado-Divisorian Lusitan-Extremadurean Minhean and Dourian Littoral), Gaditan-Algarvian and Tingitanian thermo-mesomediterranean subhumid to hyperhumid (Stauracanthion boivinii), Cantabrian-Atlantic Orocantabric South Britannic thermo to supratemperate, exceptionally lower orotemperate, euoceanic and hyperoceanic (Daboecion cantabricae), very exposed coastal cliffs splashed by strong sea wind with attenuate saline spray thermo-mesotemperate Cantabrian-Atlantic and locally Dividing Portuguese (Dactylido maritimae-Ulicion maritimi), Azorean pioneer and lithosols thermo-supratemperate and submediterranean hyperoceanic and humid-hyperhumid (Daboecion azoricae), Coastal Lusitan-Andalusian Tingitanian Mediterranean Central and West Iberian and Cantabrian-Atlantic thermo to supra mediterranean and temperate hydromorphic heathlands with gleyic or stagnic properties (Genistion micrantho-anglicae). Atlantic Subatlantic Cévennean-Pyrenean Western Mediterranean.
*

Classe  CISTO-LAVANDULETEA Br.-Bl. in Br.-Bl., Molinier & Wagner 1940
Thermo to supramediterranean dry and semiarid scarcely subhumid silicicolous or calcifugous Western Mediterranean secondary scrub communities, chiefly organized by Cistaceae and Labiatae, producers of a mor with very acid and aromatic compounds (“jarales”, “tomillares”, “cantuesales”) result of the destruction of the natural potential sclerophyllous micro-mesoforest vegetation by fires or wood cutting and subsequent erosion of the upper layer of the soils. Deep sandy paleodune soils mostly in Coastal Lusitan-Andalusian (Stauracantho genistoidis-Halimietalia commutati: Coremation albi); thermo-mesomediterranean on salic and mafic bed rock materials in autochthonous or allochthonous soils (Lavanduletalia stoechadis) [Balearic-Catalan-Provençal and Murcian-Almeriensian (Cistion ladaniferi), thermo-mesomediterranean mostly euoceanic Mediterranean West Iberian and Betic (Ulici-Cistion ladaniferi), upper meso-supramediterranean mostly semicontinental Mediterranean West Iberian and Mediterranean Central Iberian (Cistion laurifolii), Betic ultramafic (Staehelino-Ulicion baetici)]. Western Mediterranean.
*

Classe  ROSMARINETEA OFFICINALIS Rivas-Martínez, T.E. Díaz, F. Prieto, Loidi & Penas classis nova
Rich and diversified dwarf scrub secondary communities as result of destruction of shrubland or forest natural potential vegetation by fires or agricultural uses and subsequent erosion of the upper layer of the soil and often with a stony debris cover, in thermo to oromediterranean arid to subhumid calcicolous, gypseous or dolomiticolous mother rocks in Western Mediterranean. Thermo to supramediterranean upper semiarid to subhumid Western Mediterranean mostly on calcareous and marly eroded soils (Rosmarinetalia officinalis) [Balearic-Catalan-Provençal euoceanic (Rosmarino-Ericion: Rosmarino-Ericenion  Balearic-Valencian-Tarraconensian and Catalan-Valencian, Teucrio-Thymenion piperellae  Setabensean subhumid, Halimienion halimifolii  coastal calcareous sandy soils), calcicolous thermo-lower mesomediterranean dry to subhumid oceanic and hyperoceanic Coastal Lusitan-Andalusian and Western Lusitan-Extremadurean (Saturejo-Thymbrion capitatae: Eryngio-Ulicenion erinacei  hyperoceanic coastal Western Algarvian, Saturejo-Thymbrenion capitatae  Aljibic, Rondean and Aracenian-Pacenian, Serratulo-Thymenion sylvestris  Dividing Portuguese and Arrabidean), thermo-supramediterranean dolomiticolous Balearic (Hypericion balearici), meso-supramediterranean dry and subhumid calcicolous Betic (Lavandulo-Echinospartion boissieri), meso-supramediterranean calcicolous mostly semicontinental Mediterranean Central Iberian (Sideritido-Salvion lavandulifoliae: Xero-Aphyllanthenion  upper meso and supramediterranean dry and subhumid Castilian, Saturejo-Erinaceenion  supramediterranean Oroiberian, Sideritido ilicifoliae-Thymenion loscosii  mesomediterranean semiarid and dry Low Aragonese), calcicole and dolomitic lithosols Setabensean spread up to Murcian-Almeriensian and Valencian and Castellonian (Hypericion ericoidis), meso-supramediterranean and submediterranean upper dry and subhumid Catalan-Valencian and Eastern Pyrenean (Helianthemo italici-Aphyllanthion)]; gypsisols on Triassic or Tertiary Era rocks of Mediterranean Central Iberian Province, Murcian-Almeriensian Province and rare in Betic Province (Gypsophiletalia, Lepidion subulati: Lepidienion subulati  dry meso-supramediterranean Castilian but only local in Betic, Gypsophilo-Santolinenion viscosae semiarid thermomediterranean Almeriensian, Gypsophilenion hispanicae semiarid and dry supra and mesomediterranean Low Aragonese, Thymo- Teucrienion libanitidis  semiarid thermo-mesomediterranean Alicantine-Murcian); upper supra and oromediterranean dry and subhumid calcicole chamaephytic cushion-shaped Betic and Atlas Mountains spread up to Setabensean summits (Erinaceetalia: Xeroacantho-Erinaceion); thermo-mesomediterranean semiarid and arid on hard compact calcareous or clayey with stony debris and vertic marls occasionally with heavy metals Murcian-Almeriensian and Moulouyian Mauritanian (Anthyllidetalia terniflorae) [thermomediterranean Murcian-Almeriensian calcareous, clayey eroded soils often with a stony debris soils cover or littoral and fossil dunes (Thymo-Sideritidion leucanthae: Thymo-Sideritidenion leucanthae Alicantine-Murcian, Helianthemo almeriensis-Sideritidenion pusillae  Almeriensian), thermomediterranean Almeriensian vertic marls with competitive heavy metals against calcium (Anthyllido-Salsolion papillosae), mesomediterranean semiarid Murcian-Manchean (Sideritidion bourgaeanae)]; thermo to oromediterranean dry to subhumid dolomiticolous Betic (Convolvuletalia boissieri) [supra-oromediterranean microphyllous dwarf chamaephyte (Andryalion agardhii), thermo to lower supramediterranean chamaephyte (Lavandulion lanatae)]. Western Mediterranean.
VIIIb. SERAL AND MANTLE SHRUBLANDS
*


Classe  CYTISETEA SCOPARIO-STRIATI Rivas-Martínez 1975
Forest mantle seral or permanent edaphoxerophilous shrubby communities on poor or rich soils dominated by brooms - Leguminosae scrub nano and microphanerophyte with long flexible and slender green stems and branches - spread in Western Mediterranean, Atlantic and Subatlantic territories, on humic non eroded soils without gleyic or stagnic properties as climactical or mantle and secondary vegetation of sclerophyllous or deciduous climactic forests in thermo to supratemperate and thermo to supramediterranean semiarid to hyperhumid (“retamares”, “piornales”). Silicicolous Atlantic, Subatlantic and Mediterranean Iberian Peninsula, except thermo-mesomediterranean subhumid and humid of Aljibic Andalusian and Vallesan-Empordanese Catalan territories (Cytisetalia scopario-striati) [Mediterranean Central and West Iberian in upper meso and supramediterranean subhumid to humid (Genistion floridae), thermo-mesomediterranean dry Iberian Peninsula (Retamion sphaerocarpae), thermomediterranean dry and subhumid sandy soils of Coastal Lusitan-Andalusian (Retamion monospermae), Orocantabric West Carpetan-Leonese Cantabrian-Basque and Oroiberian Sorian meso to supratemperate and submediterranean locally lower orotemperate oceanic subhumid to hyperhumid (Genistion polygaliphyllae), Cantabrian-Atlantic Carpetan-Leonese: Orensan Tras-os-Montanian, Estrelensean and Britannic thermo to supratemperate and submediterranean hyperoceanic semihyperoceanic and euoceanic (Ulici europaei-Cytision striati), supramediterranean subhumid Nevadensian (Adenocarpion decorticantis), Cévennean-Pyrenean - geovicarius of Subatlantic Sarothamnion scoparii Tüxen in Preising 1949 - meso-supratemperate humid (Cytision oromediterraneo-scoparii)]; Tirrenian, Maghrebian, Ajibic and Catalan-Valencian thermo-mesomediterranean subhumid-humid, mantle of Quercus ilex, Quercus suber and Quercus canariensis forests (Cytiso villosi-Telinetalia monspessulanae: Telinion monspessulano-linifoliae).
IX. FOREST, WOODLAND, SEMIDESERT AND DESERT POTENTIAL NATURAL VEGETATION
IXb. EUROSIBERIAN AND MEDITERRANEAN CLIMACTIC ZONAL AND POTENTIAL
NATURAL VEGETATION
*

Classe JUNIPERO SABINAE-PINETEA SYLVESTRIS Rivas-Martínez 1965 nom. inv. propos. [Pino-Juniperetea]
Meso- to oromediterranean and supra- to lower orotemperate upper semiarid to hyperhumid, mostly semicontinental and often relict, coniferous micro-mesoforests, juniper-woodlands and related scrubs, Western Mediterranean and Alpine-Caucasian.
Natural potential Pinus sylvestris var. pl. forests and Juniperus thurifera woodlands (Junipero sabinae-Pinetalia sylvestris) [basophilous Betic and Oroiberian upper supra- to oromediterranean subhumid and upper supra- to lower orotemperate submediterranean subhumid-humid pinelands of Pinus sylvestris subsp. nevadensis, Pinus sylvestris var. iberica, Pinus nigra subsp. mauretanica or occasionally in the summit of Gudar mountains Pinus uncinata (Junipero sabinae-Pinion ibericae), silicicolous and acidophilous Guadarramean and Oroiberian, and relict in Orocantabric (Pinar de Lillo), upper supra- to lower orotemperate but submediterranean in southern zones, pinelands of Pinus sylvestris var. iberica and in the summits between Urbión and Cebollera mountains Pinus uncinata (Avenello ibericae-Pinion ibericae), Pyrenean upper supratemperate sometimes submediterranean pinelands or Pinus sylvestris var. catalaunica and Pinus sylvestris var. pyrenaica more in central and western zones and often at high altitude Pinus uncinata and hybrids (Junipero intermediae-Pinion catalaunicae: Junipero intermediae-Pinenion catalaunicae = acidophilous, Festuco gautieri-Pinenion sylvestris = basophilous), calcicolous, excepcionally silicicolous, meso-supramediterranean and supratemperate submediterranean semiarid to humid, Oroiberian, Low Aragonese, Castilian, Guadarramean and south in Orocantabric, Juniperus thurifera woodlands (Juniperion thuriferae)]; seral or climatophilous scrubby oromediterranean and orotemperate submediterranean subhumid to hyperhumid communities, Carpetan, Oroiberian, Betic and Nevadensian (Juniperetalia hemisphaericae) [Carpetan (Guadarramean and Bejaran-Gredensean) silicicolous orotemperate mostly submediterranean humid-hyperhumid dwarf juniper climactical and broom Cytisus-Echinospartum (Cytision oromediterranei), silicicolous oromediterranean subhumid Nevadensian (Genisto versicoloris-Juniperion hemisphaericae), Betic and Oroiberian calcicolous upper supra-oromediterranean and upper supra orotemperate submediterranean subhumid-humid (Pruno prostratae-Juniperion sabinae)]. Western Mediterranean, Alpine-Caucasian.








Veja à seguir: 13. The Northern Serras of Portugal (Serra da Estrela (c3 - Formações herbáceas))



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