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"Polunin - Flowers of South-West Europe - revisited" (Vol. I - Introdução - 371 pp.) (-> View & Download)

"Polunin - Flowers of South-West Europe - revisited" (Vol. II - Portugal - 1559 pp.) (-> View & Download (em resolução mais alta -> Download))

(contains Web links to Flora-On for observed plant species, Web links to high resolution Google satellite-maps (JPG) of plant-hunting regions from the Iberian peninsula; illustrated text in Portuguese language)


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Polunin - Flowers of South-West Europe - revisited - última compilação

Polunin - Flowers of South-West Europe - revisited (Volume I - Portugal) Download PDFs (>300MB)

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Flowers of South-West Europe revisited (I.2.4a3.6 - A Península Ibérica)

“Flowers of South-West Europe - a field guide” - de Oleg Polunin e B.E. Smythies

“Revisitas” de regiões  esquecidas no tempo - “Plant Hunting Regions” - a partir de uma obra de grande valor para o especialista e amador de botânica como da Natureza em geral.

Por

Horst Engels, Cecilia Sousa, Luísa Diniz, Nicole Engels, José Saraiva

da

Associação “Trilhos d’Esplendor”

I .2   Relevo, Geologia, Clima e Vegetação da Península Ibérica

1.2 Relevo, Geologia, Clima e Vegetação da Península Ibérica

1.2.4a Vegetação - 6. Florestas montanas.

Comunidades de plantas mediterrânicas perenes

1.   Florestas das planícies e das colinas .  Florestas de carvalhos perenes e de pinheiros.

2.   Comunidades de matos.  Matorral e pseudo-estepes.

3.   Florestas sub-montanas .  Florestas semi-caducifólias e caducifólias.

Comunidades Central Europeus e Atlânticos de plantas caducifólias

4.   Florestas caducifólias .  Florestas de Quercus  e de Castanea.

5.   Charnecas e prados.

Comunidades de plantas montanas,  sub-alpinas e alpinas

6.   Florestas montanas.  Florestas de Faja , Pinus e Abies.

7.   Comunidades sub-alpinas.  Prados, pastos e arbustivos..

8.   Comunidades alpinas.

Comunidades marítimas e halófilos

9.   Dunas, areias e pântanos.

10.   Estepes

Comunidades de água doce e zonas húmidas

6. Florestas montanas.

Polunin & Smythies  escrevem (p. 32-33):

Montane, sub-alpine, and alpine plant communities

A convenient division of altitude zones, given by Lázaro e Ibiza, in our area is as follows:

Littoral zone                                 0-100 m

Lower (hill) zone                         100-600 m

Sub-montane or middle zone                 600-800 m

Montane zone                                 800-1600 m

Sub-alpine zone                         1600-2000 m

Alpine zone                                 2000-3500 m

In the Cantabrian mountains, Pyrenees, and Massif Central the four highest zones commence approximately 300 m lower, while in the south and south-east they are elevated 300 m or more .

6. Montane forests

The beech is the dominant forest tree in the Cantabrian mountains, the Pyrenees, and the Massif Central. It has a wide altitude range from about 600-1900m and forms very extensive, dense and uniform forests, particularly on steep valley sides where it is not so easily exploited by man. Growing with the beech, other trees, such as ash, elm, and sycamore and the evergreens, box and yew I may be frequent, but they are all subsidiary to the dominance of beech. The field layer of the Iberian beechwoods is, surprisingly enough, directly comparable with those of southern England and the Rhodope mountains of southern Bulgaria - to indicate the extent of its range. In all of these forests Mercurialis perennis , Sanicula europaea , Anemone nemorosa , Rubus species, and the saprophytes such as Neottia nidus-avis  and Monotropa hypopitys  occur. The similarity is such that if one were brought blindfolded to a beechwood in any of these three areas, even a botanist might well take some time before he could distinguish which part of Europe he was in when he opened his eyes!

Beech favours the warmer, drier, south-facing slopes of the mountains in general, but in the Cantabrian mountains, on the boundary of the pluviose regions, the dry stony southern slopes are scattered with Spanish Juniper, Juniperus thurifera , and Quercus ilex , or a montane-Mediterranean type of matorral  (particularly tomillares ), while the northern slopes are clothed in heavy beech forests. The Silver fir, Abies alba , forms the highest forest zone in the more humid north-facing valleys of the Sierra del Montseny, the Pyrenees, and Massif Central, where mists collect and are slow to disperse. By contrast, in the drier mountain climates of the arid region of Iberia, where rainfall may still be considerable, the silver fir is missing and the highest forests are those of Scots pine, Pinus sylvestris , particularly in the Central Sierras and Iberian mountains. with P. nigra  subsp. salzmannii  and P. uncinata . A few relict stands of the Spanish fir, Abies pinsapo , are now all that remain of once probably extensive montane forests in Andalusia.

Uma divisão conveniente das zonas de altitude como dado por Lázaro e Ibiza [1] , é a seguinte:

zona litoral

0-100m

zona das colinas

100-600m

zona sub-montana (zona do meio)

600-800m

zona montana

800-1600m

zona sub-alpina

1600-2000m

zona alpina

2000-3500m

Nas Cantábricas , nos Pirenéus  e no Maciço Central,  as quatro zonas mais altas começam aproximadamente 300m mais baixo do que indicado na tabela, enquanto no sul e sul-este elas são elevadas 300m ou mais.

6. Florestas montanas

A faia ( Fagus sylvatica ) é a árvora florestal e caducifólia dominante nas Montanhas cantábricas , nos Pirenéus  e no Maciço Central . Ela tem uma amplitude altimétrica larga de entre 600-1900m NN e forma florestas extensas, densas e uniformes, particularmente em encostas íngremes de vales onde não é com facilidade explorada  pelo homem. Outras árvores que ocorrem junto com a faia são freixo ( Fraxinus ), ulmeiro ( Ulmus ), sicómoro ( Acer ), e os perenes, buxo ( Buxus ) e teixo ( Taxus ), que podem crescer em abundância, mais que são todas subsidiárias à dominância da faia.

Floresta de faia ( Fagus sylvatica ) no País Basco [2]

Uma faia ( Fagus sylvatica ) no   Parque Natural de Somiedo  (Asturias).

A camada base de vegetação nas florestas de faia da Península Ibérica é, de grande surpresa, directamente comparável com aquelas do sul da Inglaterra ou das Montanhas da Rodopie no sul da Bulgária - para indicar apenas a extensão desta comunidade.

Em todas destas florestas ocorrem Mercurialis perennis , Sanicula europaea , Anemone nemorosa , espécies de Rubus  e os saprófitos como Neottia nidus-avis  e Monotropa hypopitys .

A similaridade é tão grande que se alguém for transportado cego para uma destas florestas de faia, mesmo um botânico podia precisar algum tempo para descobrir e distinguir em que parte da Europa ele abriu os seus olhos!

Floresta de faia ( Fagus sylvatica ) na Alemanha (Schlosspark Brühl) - com rica flora de geófitos.

A faia prefere em geral as encostas sul mais quentes e mais secas das montanhas, mas nas montanhas cantábricas, na fronteira com as regiões pluviosas, encontram-se disperso nas encostas secas e pedregosas do sul Juniperus thurifera  e Quercus ilex   ou matorral  mediterrânico (particularmente tomillares ),  enquanto as encostas norte são cobertas com densas florestas de faia.

Abeto-prateado ( Abies alba )

O abeto-prateado ( Abies alba ) forma a zona mais alta de floresta, nos vales mais húmidos e virados para norte, da Sierra del Montseny , dos Pirenéus  e do Maciço Central  onde névoa acumula e tem dificuldades de dispersar. Ao contrário, nas regiões mais áridas da Península Ibérica, onde a pluviosidade pode ainda ser apreciável, o abeto-prateado já falta e as florestas mais altas são florestas do pinheiro-da-escócia ( Pinus sylvestris ), sobretudo nas Serras centrais e Montanhas Ibéricas, com Pinus nigra  ssp. salzmannii  e Pinus uncinata . Algumas populações relíquias de Abies pinsapo  são os restos de uma provavelmente vasta floresta antiga da Andaluzia (veja também: 1.2.4a1 Vegetação - Introdução ).

Cresta leste da ‘Sierra del Pinar’ tirada do cume do Torreón (1.654m). A cresta no fundo é o Pico San Cristóbal (1.525m)

Falésias da face norte da Sierra del Pinar com a floresta de pinsapo ( Abies pinsapo )

Floresta de pinsapo ( Abies pinsapo )

Veja à seguir: 1.2.4a.3.4 Vegetação - 7. Comunidades sub-alpinas.

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Flowers of South-West Europe revisited (I.2.4a3.7 - A Península Ibérica)

“Flowers of South-West Europe - a field guide” - de Oleg Polunin e B.E. Smythies

“Revisitas” de regiões  esquecidas no tempo - “Plant Hunting Regions” - a partir de uma obra de grande valor para o especialista e amador de botânica como da Natureza em geral.

Por

Horst Engels, Cecilia Sousa, Luísa Diniz, Nicole Engels, José Saraiva

da

Associação “Trilhos d’Esplendor”

I .2   Relevo, Geologia, Clima e Vegetação da Península Ibérica

1.2 Relevo, Geologia, Clima e Vegetação da Península Ibérica

1.2.4a Vegetação - 7. Comunidades sub-alpinas

Comunidades de plantas mediterrânicas perenes

1.   Florestas das planícies e das colinas .  Florestas de carvalhos perenes e de pinheiros.

2.   Comunidades de matos.  Matorral e pseudo-estepes.

3.   Florestas sub-montanas .  Florestas semi-caducifólias e caducifólias.

Comunidades Central Europeus e Atlânticos de plantas caducifólias

4.   Florestas caducifólias .  Florestas de Quercus  e de Castanea.

5.   Charnecas e prados.

Comunidades de plantas montanas,  sub-alpinas e alpinas

6.   Florestas montanas.  Florestas de Faja , Pinus e Abies.

7.   Comunidades sub-alpinas.  Prados, pastos e arbustivos.

8.   Comunidades alpinas.

Comunidades marítimas e halófilos

9.   Dunas, areias e pântanos.

10.   Estepes

Comunidades de água doce e zonas húmidas

7. Comunidades sub-alpinas

Polunin & Smythies  escrevem (p. 33-34):

7. Sub-alpine communities

At approximately 1600-2000 m is a very distinctive vegetational zone, particularly characteristic of the mountains of the arid regions. This is, in popular parlance, the 'hedgehog' zone and it replaces a scrub of Rhododendron , Vaccinium , Arctostaphylos , and Junipers, that occurs above the tree-line in the higher mountains of central Europe.

The 'hedgehog' zone is composed of low, rounded, intricately branched, spiny shrubs, often domed in shape. They are able to tolerate the extremely severe conditions that prevail and must withstand heavy snow cover, short growing periods, dry arid summers, and often strong winds. Reduction in leaf size, and the general development of woodiness, often associated with spines, are adaptations which help them to survive, while a short-lived flowering period, very intense when it comes, is characteristic. Consequently in the space of a few days the dry stony mountain sides may suddenly burst into flower and as quickly fade into drabness. A number of families take on the 'hedgehog' form, but the Leguminosae  predominate with Astragalus ,   Genista , Echinospartum , and in particular Erinacea anthyllis ,   Berberis hispanica , Vella spinosa , Ptilotrichum spinosum , Bupleurum spinosum , are other examples from widely differing families, which develop this very distinctive plant form. This 'hedgehog' zone is well developed on the drier, southern slopes of the Pyrenees, and on the highest Sierras of central and south Spain, and in particular on the Sierra Nevada, as well as on the Atlas mountains of Morocco. The unique climatic conditions coupled with the isolation of these high mountains have helped to evolve communities of plants which are rich in endemic species (see Sierra Nevada, page 74). Each isolated mountain-top may show an interesting collection of species, many with varied and often disjointed types of distribution. For example, Prunus prostrata  occurs only on the high mountains of south Spain, North Africa and on the 'stepping-stones' of Corsica and Sardinia, and is then more widespread further east, from Yugoslavia to the Lebanon. By contrast, Erinacea anthyllis  occurs only in the mountains of the arid zone of Iberia (including the Pyrenees) and in the high mountains of North Africa. In sub-alpine climates with heavier rainfalls, particularly during the summer season (as for instance on the Serra da Estrela in central Portugal, the northern slopes of the high Pyrenees, and the Massif Central) mountain grasslands develop on the deeper soils. Mountain pastures everywhere in Iberia are important summer grazing areas: there is regular transhumance from the plains to the mountains and in consequence the climax dwarf shrub communities, largely of Juniperus communis  subsp. nana , which develop naturally above the tree-line, have been greatly modified by firing and grazing.

Numa altitude entre 1600-2000m NN existe uma zona de vegetação muito característica e distintiva, sobretudo nas montanhas de zonas áridas. Este zona é chamada popularmente “hedgehog”-zone  e substitui mato de Rhododendron , Vaccinium , Arctostaphylos  e Juniperus  que ocorrem acima do limite florestal nas montanhas mais altas da Europa.

Zona sub-alpina de vegetação “hedgehog” na Sierra de las Nieves (ao fundo Abies pinsapo ) [1]

Zona sub-alpina de vegetação “hedgehog” ( Erinacea anthyllis ) na Sierra de las Nieves (ao fundo Quercus lusitanica ) [2]

Sierra de las Nieves [3]

A zona do “ hedgehog ” é composta por baixos, redondos, intrinsecamente ramificados e espinhosos arbustos, frequentemente abauladas na sua forma.

Têm de ter capacidade de tolerar as condições extremas e severas que predominam e têm de aguentar pesadas camadas de neve, períodos vegetativos curtos, verões secos e áridos e frequentemente ventos fortes. Redução em tamanho das folhas, o desenvolvimento geral de caules lenhosos, frequentemente associado com espinhas são adaptações que ajudam lhes sobreviver, enquanto um período curto de floração muito intenso quando ocorrer é característico. Em consequência, num espaço de poucos dias encostas secas e pedregosos de montanhas podem de repente tornar-se áreas florescidas e as cores desvanecer novamente.

Um número de famílias pode tomar a forma de “hedgehog”, no entanto as Fabaceae  ( Leguminosae ) predominam com Astragalus , Genista , Echinospartium  e em particular Erinacea anthyllis .

Erinacea anthyllis [4]

Erinacea anthyllis

Berberis hispanica , Vella spinosa , Alyssum  ( Ptilotrichum) spinosum , Bupleurum spinosum  são outros exemplos de famílias muito diversas que desenvolvem esta forma de hedgehog.

Berberis hispanica   (Berberidaceae)

Vella spinosa   (Brassicaceae)

Alyssum spinosum (Brassicaceae)

Bupleurum spinosum   (Apiaceae)

Esta zona de ‘hedgehog’ está bem desenvolvida nas encostas mais secas do lado sul dos Pirenéus  e nas serras mais altas  do Centro e Sul da Espanha  e em particular na Sierra Nevada , tanto como nas montanhas do Atlas de Marrocos .

As condições climáticas únicas em conjunto com a isolação destas montanhas altas permitiu o desenvolvimento de comunidades ricas em espécies endémicas (veja Serra Nevada). Cada cume de montanha pode mostrar um conjunto rico em espécies, muitas com distribuição variada e disjunta. Por exemplo, Prunus prostata  ocorre apenas nas montanhas altas do sul da Espanha, de África do Norte e nos ‘stepping stones’ de Córsega e Sardenha, e a seguir com uma distribuição mais regular a partir de Jugoslávia até ao Líbano.

Prunus prostata (syn. Cerasus prostata) (Iran,Razawi Khorasam, Koppe Dag mountains, pass 2030m. 15 km S of Bajgiran [5]

Prunus prostata [6]

Prunus prostata (frutos) [7]

Em contrapartida, Erinacea amthyllis  occorre exclusivamente nas zonas áridas das montanhas da Ibéria (incluindo os Pirenéus) e nas montanhas mais altas de África do Norte.

Erinacea amthyllis [8]

Em climas sub-alpinas com chuvas mais fortes, particularmente durante a época de verão (como por exemplo na Serra da Estrela no centro de Portugal, nas encostas norte dos Pirenéus centrais e do Maciço central), os prados montanos (cervunais) se desenvolvem nos solos mais profundos.

Cervunal na Serra da Estrela, Portugal. [9]

Cervunal e arbustivos da zona sub-alpina acima da Nave de Santo António, Serra da Estrela (Portugal)

Nave de Santo António, Serra da Estrela (Portugal)

Nardus stricta  L. (cervum) é a única espécie do género e da tribo Nardeae . Distribui-se por toda a Europa, a Sul apenas em montanhas; a Serra da Estrela constitui o seu limite setentrional. Calcífuga, é típica de turfeiras e domina nos cervunais [10] [11]

Gentiana pneumonanthe  num cervunal húmido na Torre, Serra da Estrela (Portugal)

Pradarias são em todo lado na Ibéria importantes pastagens de verão: existe transumância regular das planícies para as montanhas, e em consequência, as comunidades climax de arbustos rasteiros, em grande parte formado por zimbro Juniperus communis  ssp. nana   que se desenvolvem naturalmente acima da fronteira florestal, têm sido bastante modificados pelas queimas e o pastoreio.

Zimbro ( Juniperus communis  ssp. nana ) na Serra da Estrela (Torre), Portugal

Zimbro ( Juniperus communis  ssp. nana ) na Serra da Estrela (Torre), Portugal

Zimbro ( Juniperus communis  ssp. nana ) e cervunal na Serra da Estrela (Torre), Portugal

Zimbro ( Juniperus communis  ssp. nana ) e urze ( Calluna vulgaris ) na Serra da Estrela (Torre), Portugal

Veja à seguir: 1.2.4a.3.4 Vegetação - 8. Comunidades alpinas.

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