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(contains Web links to Flora-On for observed plant species, Web links to high resolution Google satellite-maps (JPG) of plant-hunting regions from the Iberian peninsula; illustrated text in Portuguese language)


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sábado, 22 de novembro de 2008

Iris lusitanica

Iris lusitanica

Iris L. é um género de plantas com flor, muito apreciado pelas suas diversas espécies, que ostentam flores de cores muito vivas. São, vulgarmente, designadas como lírios, embora tal termo se aplique com mais propriedade a outro tipo de flor. É uma flor muito frequente em jardins. O termo íris é compartilhado, contudo, com outros géneros botânicos relacionados, da família Iridaceae. O termo pode ainda aplicar-se a uma subdivisão neste género.


Iris lusitanica, o lírio amarelo dos montes, também por vezes considerado uma subespécie de Iris xiphium, Iris xiphium lusitanica, tem a sua distribuição na Península Ibérica. Esta espécie encontra-se em Espanha e em Portugal em pradarias rochosas (habitat 6210 - representado na Serra da Boaviagem pelas pradarias de Brachypodium phoenicoides ( Correspondência fitosocciológica Brachypodion phoenicoidis (classe Festuco-Brometea) )- veja a contribuição sobre as pradarias da Serra da Boaviagem no blog "Caminhadas na Praia de Quiaios"). A espécie é extremanente rara neste local da Serra da Boaviagem e não deve ser coleccionada.




Localidades de presença da espécie na Serra da Boaviagem




Identificação da espécie Iris lusitanica no "Coutinho"





Hábitat de Iris lusitanica


Flor de Iris lusitanica





O fruto de Iris lusitanica - uma cápsula loculicida


Sementes de Iris lusitanica


Brachypodium phoenicoides

As pradarias da Serra da Boaviagem são caracterizadas pela presença da espécie Brachypodium phoenicoides ( Correspondência fitosocciológica Brachypodion phoenicoidis (classe Festuco-Brometea) ) e encontram-se nas partes com exposição para oeste e norte em terrenos com declives elevados, frequentemente com partes rochosos à vista, sobretudo nas partes mais altas das encostas. As pradarias estão expostas aos ventos marítimos e recebem humidade elevada devido à frequente formação de nebelinas. Encontram-se aqui orquídeas e outras espécies raras como Iris lusitanica, S. doronicum e Iberis procumbens. As pradarias das encostas da Serra da Boaviagem assemelham-se às pradarias das montanhas altas e são desta forma uma autêntica raridade e preciosidade na costa portuguesa.
Pradarias na Encosta da Serra da Boaviagem - A melhor altura para a observação das espécies de orquídeas em estado de floração são os mêses abril e maio.

Nas figuras são destacados em amarelo áreas na Encosta da Serra da Boaviagem com os prados secos. As áreas mais rochasas de tipo "prados rupícolas calcários ou basófilos"(habitat 6110 ), provavelmente importantes refúgios para os geófitos, também são bem visíveis nas fotografias (áreas acinzentadas - mas não à confundir com a exploração da CIMPOR na vertente do Cabo!). Os prados rupícolas formam frequentemente mosáicos com os prados secos (habitat 6210). As áreas de prados secos estão provavelmente numa fase transitória de arborazição, outras do tipo prados rupícolas podem estar num estado mais estável. Porém, não parece ser bem conhecido o processo da successão e evolução das pradarias na serra da Boaviagem.






quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Arisarum simorrhinum

Arisarum simorrhinum

Esta planta aparece nas zonas das depressões intradunares na Praia de Quiaios, perto do campismo velho e em diversos sítios com flora rural nas margens das dunas cinzentas na Murtinheira. Também encontra-se em abundância no Vale de Anta e em alguns sítios da Encosta da Serra da Boaviagem. Segundo a Flora Iberica, a espécie encontrada em Portugal não será Arisarum vulgare, mas Arisarum simorrhinum, também já considerado uma subespécie de Arisarum vulgare.


Locais de registo na Praia de Quiaios e na Serra da Boaviagem:




Identificação:



  • Origem: "Coutinho (1939/2ed) - Flora de Portugal"











Distribuição em Portugal (Origem: Flora Digital de Portugal ):

 


Costa et al., 1994
indicam a espécie para o Cabo Mondego (veja "Tabela XI " no blog "Caminhadas na praia de Quiaios") onde Arisarum simorrhinum está indicada na comunidade do Junípero: Querco cocciferae-Juniperum turbinatae:

"A vegetação climax (permanente) das falésias marinhas é a comunidade do Junípero: Querco cocciferae-Juniperetum turbinatae. Embora que os dois taxones que fornecem o nome, são dominantes na comunidade, as espécies Asparagus aphyllus, Olea europaea var. sylvestris, Rubia peregrina var. longifolia, Rhamnus alaternus, etc. podem também ser encontras (tabela XI ).  Esta comunidade é endémica de Portugal e pode ser encontrada do cabo Mondego até ao Algarve (COSTA et al., 1994). O climax teórico não é atingido nas falésias marítimas devido ao efeito de secagem dos ventos fortes, apesar das pluviosidades anuais elevadas nestes ambientes."




Candeias, ou capuz-de-fradinho, é uma planta da família das aráceas (Araceae). O seu nome científico é Arisarum vulgare Targ.-Tozz.. As suas flores (não confundir flor com a inflorescência), unissexuais, estão dipostas em torno de um espádice curvo, envolvido por uma espata que envolve totalmente a sua base, onde se encontram as flores femininas, em número reduzido. A espata abre-se na parte superior, deixando sair o espádice curvo, de forma que a inflorescência se assemelha a uma candeia (objecto semelhante à lâmpada de Aladino), com um pavio de fora. A espata, ao curvar-se, assemelha-se, também ao capuz de um frade, até porque tem uma cor escura entre o negro e o violeta. (Origem: Wikipédia).

Links Wikipédia

Mais fotos:








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